sábado, 5 de março de 2011

As Ordenanças da Igreja

Entende-se por ordenanças de Cristo as ordens dadas por Ele a sua Igreja referentes a ministração dos dois ritos sagrados instituídos e ordenados por Cristo, que são o batismo nas águas e a santa ceia. Ambos expressam, simbolicamente e de modo visível, o sepultamento e a ressurreição em Cristo.

As ordens de Jesus sobre o batismo e a santa ceia foram dadas de modo muito claro, Jesus disse: Portanto ide ensinai todas as nações, batizando-as no nome do Pai e do Filho e do Espírito santo (Mt 28.19). A respeito da ceia ele disse: tomai e comei, isto é o meu corpo.

Ordenanças não são sacramentos, o batismo e a santa ceia são ordenanças, não sacramentos. Existe uma interpretação que atribui ao batismo e a santa ceia um valor quase mágico, sendo por isso chamada de sacramentos. Essa palavra significa: cada um dos sinais sensíveis produtores da graça, instituídos por Jesus Cristo como auxiliares indispensáveis para a pessoa conseguir a salvação eterna, nem o batismo nem a ceia são sacramentos, mas sim ordenanças de Deus. O ensino da Bíbia e claro no sentido que nenhum destes dois atos transmite a graça de Deus a alguém.

Quem era aceito para o batismo? Batizavan-se pessoas que haviam se arrependido (At 2.38), pessoas que de bom grado recebiam a palavra (At 2,41), os que criam em Jesus ( Mc 16.16; At 18.8)

De que modo eram batizados os crentes? Os candidatos eram imerso nas águas. A Bíblia diz sobre o batismo do eunuco: desceram ambos a água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou (At. 8,38 ). Sobre o batismo de Jesus, a palavra afirma que Ele, depois do seu batismo saiu logo da água (Mt 3.16). Era costume realizarem os batismos em Enom, porque havia ali muitas águas (Jo. 3.23). Todos eram batizados em nome do pai e do filho e do Espírito santo ( Mt 28.19). Assim torna-se impossível afirmar, pelo que se lê em Atos que os apóstolos batizavam apenas em nome de Jesus, estando por isso a mencionada ordem sem efeito. Essas passagens significam apenas que os discípulos batizavam autorizados por Jesus. Os apóstolos faziam tudo em nome de Jesus (CL 3.17). Pregavam ( Lc 24.47), curavam, expussavam demônios, assim quando batizavam faziam isso também em nome de Jesus. Porém no ato do batismo eles o batizavam em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, conforme a ordem dada por Jesus.

Quando era ministrado o batismo nos dias dos apóstolos? Observemos que no dia dos apóstolos o batismo era sempre ministrado após a experiência da salvação, nunca antes. Ninguém era batizado para ser salvo, mas porque já era salvo. O batismo é um ato sagrado que simboliza o sepultamento da velha natureza ( Rm 6.3-5). Subentende-se assim, que somente pode ser sepultado aquele que tenha morrido ( Rm 7.9-10). Também se compreende que pela lógica, o tempo entre a morte e o sepultamento isto é o batismo não deve ser muito extenso.

A significação do batismo é um símbolo que nos identifica com a mote, sepultamento e ressurreição de Cristo. Assim como Jesus morreu, nós também morremos para o mundo (Gl 2.20; Cl 3,3), e somos sepultados pelo batismo, para que, juntamente com ele venhamos a ressuscitar em novidade de vida (Cl 2.12).

O que a santa ceia não é?

Existem os que ensinam que a ceia é um ato que proporciona de modo automático, perdão dos pecados para o que dela participam. É bem verdade que na ceia comemoramos a morte de Jesus que nos trouxe perdão dos pecados (Mt 26.26). Porém, está escrito que os que tomarem parte dela devem fazê-lo dignamente (1Co 11.27-28), isto é, devem tomar parte dela com seus pecados perdoados. Caso contrario o ato poderá trazer para o participante julgamento e condenação (1 Co 11.29-32). Há outros que ensinam a doutrina da transubstanciação do pão e do vinho, isto é, que após esses elementos terem sido abençoados, são transformados em carne e sangue real de Jesus. Porém essa doutrina está inteiramente destituída de apoio Bíblico. Jesus morreu uma vez por todos (Rm 6.10) e, como já ressuscitado não morre mais (Rm 6.9) sendo assim, é um absurdo ensinar que Jesus em cada ceia é novamente crucificado, pelo contrário, Ele está assentado a destra do Pai (Cl 3.1) mas, pelo Espírito santo, está presente pessoalmente, abençoando os comungantes, mas não no pão e no vinho transformado em Cristo real.

A significação dos dois elementos o pão e o vinho. O pão simboliza conforme a palavra de Deus o corpo de Cristo (Mt 26.26). O parti do pão simboliza Jesus o qual nos foi dado na sua morte, quando foi partido por nós.

O vinho simboliza o sangue de Jesus quando na sua morte na cruz foi derramado para remissão dos nossos pecados (Mt 26.28).

O que é a ceia?

A ceia é um ato comemorativo da morte de Jesus. Ela não lembra somente o sofrimento, mas também a vitória de Jesus. A ceia é também um ato de comunhão entre os crentes. A nossa união na igreja esta simbolizada na ceia. A Bíblia diz: Porque nos sendo muito somos um só pão e um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão (1 Co 10.27) , somos um em cristo através da sua morte.

Quem pode participar da ceia?

A ceia é a mesa do senhor (1Co 10.21) e por isso é o próprio Jesus quem determina os participantes da sua mesa.

A ceia é para os que são batizados nas águas. Os crentes em Corinto se ajuntavam para participar desse ato (1Co 11.20). A igreja em Jerusalém perseverava no parti do pão (At 2.42 ). Para pertencer a Igreja é necessário ser batizado, pois o batismo é a porta visível de entrada desse organismo.

A ceia é para aqueles que tenham suas vidas dignas diante de Deus. A Bíblia ordena, quanto aos membros da Igreja que vivam em pecado, que com o tal nem ainda comais (1Co 5.11). É uma obrigação da Igreja julgar os que estão dentro e exercer a disciplina para que aqueles que não são dignos não participem da ceia, e assim, a mesa do senhor continue a ser respeitada.

Jesus começou o seu ministério com o batismo e encerrou com a ceia, o crente deve iniciar a vida cristã com fé e prosseguir em comunhão com Deus.

Pr. Erlon Silva

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